Arquivo para March, 2013

A VOLTA AO INTERNACIONAL DE SANTOS

Sunday, March 3rd, 2013

22º Thriatlon Internacional de Santos – 24/02/2013

 

Minha última participação na mais tradicional prova de triathlon brasileira tinha ocorrido em 2011.

O Interncional de Santos chega ao seu 22º ano de existência, marca impressionante para um esporte que ainda vem se popularizando no país.

Esse ano, tive de lidar com um ingrediente a mais, que eu não esperava: Com as chuvas na sexta-feira antes da prova, as rodovias Imigrantes e Anchieta ficaram uma calamidade, e filas enormes se formaram. No sábado, cheguei a desistir com medo de ficar preso no trânsito ou de ser surpreendido por novos deslizamentos de terra, uma vez que as chuvas e as previsões ruins continuavam. Só decidi fazer a prova às cinco da manhã de domingo, quando entrei no site da Ecovias e vi que as pistas estavam liberadas. Isso não é muito bom, pois são muitos itens a se lembrar para praticar as três modalidades do thriatlon, mas lá fui eu.

 

Na Estrada

 

Chegando a Santos, fui organizando as coisas e encontrando os amigos. – Aliás, mando um abraço especial aos irmãos Tico e Guilherme Rigonatti, que pegaram o kit da prova pra mim no sábado, quando não pude descer a Santos. – Comecei, então, a rever todos os ajustes da bike, gel de carboidratos, água,  roupa de borracha para nadar, óculos de natação, etc. Tudo tinha que estar pronto para uma transição rápida.

 

Já em Santos, antes da prova

 

Tudo preparado, o lance foi ir pro mar fazer um aquecimento rápido e alinhar para largar.

Às oito da manhã, um céu azul se formava, e, quando larguei, o calor já se mostrava forte. O mar estava bom e calmo, mas tinha um problema: Entre a primeira e segunda boia que temos de contornar, o sol ficava refletindo no mar e indo em direção ao rosto, ou seja, não dava pra ver nada pela frente, o que confundiu muitos atletas, que nadaram para direções diferentes até se darem conta do erro. Por duas vezes, eu tive que parar de nadar pra achar a direção, e esse zigue-zague acabou afetando o meu tempo final. De qualquer modo, saí da água em 25 min, o que achei bom para a situação.

Na bike, uma questão era certa: A prova seria rápida e intensa. Diferente de outras provas, essa é disputada quase toda na via Anchieta, ou seja, linha reta e asfalto bom, ideal para abaixar a cabeça e sentar a lenha no pedal. Dito e feito. Fiz o melhor ciclismo em provas até hoje, com tempo de 1h02 para 40km, dando uma média de 38.3km/h. O único defeito nesta prova é que, como é muito cheia, acaba embolando algumas vezes e ficando um pouco perigosa para quedas. Felizmente, tudo ocorreu bem.

 

Ciclismo

 

Quando você chega para correr, pensa: “Legal, já não me afoguei e não tomei tombo de bike, agora é só correr para  a chegada…. kkkk”. O problema é que ainda tem 10 km pela frente e um calor de mais de 30º na cabeça, sem contar o corpo cansado. Mas fui confiante. Entretanto, a minha confiança se reduziu ao longo do caminho, quando foi derretida pelo sol e pela falta de sombras. Consegui manter o ritmo a duras penas, mas estive longe dos meus melhores tempos de corrida. Terminei com 46min, totalizando a prova em 2h15, minha melhor colocação nesta prova e o sentimento de dever cumprido depois de tantas dúvidas e riscos.

 

Corrida

 

Agora, começo a intensificar os meus treinos pro Ironman, em maio, mas, antes disso, teremos outras provinhas menores.

Grande abraço, e até mais….